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Carlos do Carmo Enviar por E-mail

Carlos do Carmo, nome artístico de Carlos Alberto Ascenção de Almeida (Lisboa, 21 de Dezembro de 1939) é um cantor e intérprete de Fado português.

Filho de Alfredo de Almeida, livreiro e gerente hoteleiro, proprietário da casa de fados O Faia, e de Lucília do Carmo, conhecida fadista, cresceu em Lisboa, onde frequentou a Escola Alemã e o Liceu Passos Manuel. Na Suiça fez estudos de Hotelaria e aprendeu línguas estrangeiras. Iniciou a sua carreira artística em 1964, embora tenha gravado o primeiro disco com nove anos.

Ainda em 1964 casou-se com Judite do Carmo, sua actual mulher e mãe dos seus três filhos, Cila, Alfredo e Gil.

Representou Portugal no XXI Festival Eurovisão da Canção em 1976, com o tema Flor de Verde Pinho (baseado no poema de Manuel Alegre). No Festival RTP da Canção desse ano foi o único intérprete. Nas últimas canções apresentadas estavam temas como Estrela da Tarde. De entre muitas outras, as suas canções mais conhecidas são; Os Putos, Um Homem na Cidade, Canoas do Tejo, Lisboa Menina e Moça, Duas Lágrimas de Orvalho e Bairro Alto.

Realizou numerosas digressões, tendo pisado o palco do Olympia de Paris, das Óperas de Frankfurt e de Wiesbaden, no Canecão do Rio de Janeiro, no Hotel Savoy de Helsínquia e por salas de outras cidades, como Sampetersburgo, Copenhaga ou São Paulo. Em Portugal teve actuações na Fundação Calouste Gulbenkian, no Mosteiro dos Jerónimos, no Casino Estoril ou no Centro Cultural de Belém.

Foi-lhe atribuído o Globo de Ouro de Mérito e da Excelência, o prémio Consagração de Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores, a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique e o Prémio Goya para Melhor Canção Original, com o Fado da Saudade (2008). A canção faz parte da banda sonora do filme Fados, que concorria à edição de 2008 daqueles que são considerados os óscares espanhóis. No entanto foram levantadas dúvidas sobre a verdadeira autoria deste fado (Público). É ainda cidadão honorário do Rio de Janeiro, membro de honra do Claustro Ibero-Americano das Artes, e recebeu um diploma do Senado de Rhode Island (Estados Unidos) pelo seu contributo para a divulgação da música portuguesa.

Figura também como pioneiro na nova discografia Portuguesa devido ao seu disco Um Homem no País, que foi o primeiro CD editado por um artista em Portugal.

José Maria Nóbrega acompanha-o em guitarra há 36 anos.